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Tarefa: fazer para entender

Assistir. Escutar. Perceber. Essas são ações que trazem aquilo que se desenrola no mundo externo para o palco interior de nossa mente. São ações que trazem o que está fora de nós para dentro de nós. Ações de aparente objetividade e que são, supostamente, as mesmas para todos; afinal, escutamos e vemos da mesma forma… Essas atividades, porém, estão relacionadas à construção subjetiva desses processos dos sentidos, que podem ser transformados em atividades do conhecimento ou que podem, simplesmente, tornar-se uma atividade fortemente passiva e que acaba por não trazer nada, de fato, para dentro. Assim, ver algo, uma aula por exemplo, pode não resultar em uma atividade do conhecimento, cujo objetivo final é apropriar-se de determinado conteúdo, trazendo-o para o interior do ser.

 

Quando há cuidado com relação ao aprendizado, checamos como esses processos estão se desenvolvendo e, mais do que isso, devemos intensificá-los. Nesse sentido, entra em jogo um excelente recurso pedagógico: as tarefas. Mais do que apenas cumprir um ritual – que, às vezes, resulta em um visto ou em uma nota -, as tarefas propiciam uma forma de checagem da postura diante das situações de aprendizagem: a escuta está, realmente, atenta? O olhar se manteve focado naquilo que realmente era importante? A mente conseguiu assimilar todos os elementos apresentados? Essa espécie de check-list é feita pelas tarefas.  E, com isso, verifica-se se o que foi visto na aula foi, de fato, levado para dentro.

 

Além disso, situações diferentes das vistas em sala de aula são apresentadas nas tarefas, o que propicia um ir adiante dos conhecimentos já vistos. Se determinados conceitos foram realmente apreendidos, podem ser aplicados a novas situações – aquelas, por exemplo, apresentadas nas tarefas e que os alunos encaram sozinhos, por meio de um raciocínio próprio. Quando esse pensar é realizado, o conhecimento se acomoda, vai se estruturando e vai fazendo parte do, cada vez mais rico, universo interior do estudante.

 

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