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MÃOS NA MASSA: O MOVIMENTO MAKER

Existem diferentes modos de aprendizado: por imitação, por memorização, por tentativa e erro e, uma das fortes tendências no cenário educacional, por experimentação. Essa investigação prática, conhecida como método “mão na massa”, é a essência do movimento maker, uma das vertentes educacionais que incentivam o protagonismo do aluno no ambiente escolar.

Aprender fazendo é o princípio da educação baseada nesse conceito, que busca criar diferentes espaços de aprendizagem que proporcionem experiências ativas. Diferente das metodologias tradicionais – geralmente pautadas na reprodução de processos e tutoriais fechados de aprendizados-, a educação maker está cada vez mais presentes em sala de aula, tendo a experimentação como estratégia de desenvolvimento e apropriação de novos conceitos.

Aliado às inclinações naturais das crianças, sempre curiosas e investigativas, as práticas maker potencializam essas características através do aprender fazendo. Trata-se da aprendizagem criativa, com a formulação e investigação de hipóteses, que tem potencial para enriquecer a formação dos estudantes e vem ganhando cada vez mais espaço nas práticas pedagógicas.

O MAKER NA EDUCAÇÃO

Para acompanhar as demandas dos estudantes das novas gerações, novos conceitos e metodologias surgem para associar o ensino à inovação. Nesse contexto, a educação maker emerge com o grande potencial de engajar os estudantes em atividades de aprendizagem muito diferentes da educação tradicional.

Todos os segmentos da Educação Básica e todas as áreas de conhecimento podem se apropriar das ações experimentalistas do movimento maker para potencializar a aprendizagem dos estudantes. Lembrando, aqui, da importância da intencionalidade pedagógica em todas as práticas realizadas. Ou seja, a implementação de práticas maker no projeto pedagógico não pode fugir das exigências curriculares, devendo ser uma combinação entre teoria e prática.

Embora o movimento venha crescendo na educação nos últimos anos, sua concepção não é tão recente assim. A seguir, veremos um breve panorama das teorias educacionais que já privilegiavam o aprender fazendo.

TEORIAS EDUCACIONAIS DO APRENDER FAZENDO

Os conceitos e princípios do movimento maker estão profundamente relacionados com tradicionais teorias educacionais. Cada uma com suas especificidades, as linhas de pensamentos de Piaget, Seymour Papert e Paulo Freire pregavam, de modo geral, o aprender fazendo.

Piaget, o criador da teoria Construtivista, considera a experiência como um dos estágios para se adquirir e construir conhecimentos. Em essência, a busca do construtivismo é alcançar meios de aprendizagem fortes que valorizem a construção mental do sujeito, instigando seu pensamento criativo apoiado em suas próprias construções de mundo.

Na visão de Papert, estudioso seguidor dos princípios construtivistas, é preciso lidar com desafios e enfrentar problemas inesperados para o qual não há uma explicação preestabelecida. Para o matemático, a habilidade de aprender precisa ser adquirida para se participar da construção do novo, quebrando preceitos e sequências de dependência.

As ideias de Paulo Freire consideram que as experiências de aprendizagem devem despertar a curiosidade do aluno. Para o educador, o pensar parte da realidade, de problemas postos, e, a partir dessa perspectiva, a construção de conhecimentos possa a ser realmente transformadora.

O que essas teorias têm em comum é o olhar para a aprendizagem prática, para a construção e não apenas a transmissão do conhecimento, tão comum no modelo de escola dogmática. O aprendizado ocorre mais efetivamente quando crianças e jovens identificam problemas e buscam soluções de forma colaborativa. Essa é a proposta da educação maker, um aprendizado pautado na pesquisa, no levantamento de hipóteses, testes, e no compartilhamento de descobertas e informações.

A EDUCAÇÃO MAKER E A BNCC

educação maker vai de encontro às principais competências que todos os estudantes devem desenvolver durante a Educação Básica, de acordo com as premissas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A mobilização de conhecimentos, habilidades e competências determinadas pela BNCC corroboram com as práticas da educação maker.

As ações relacionadas no conjunto das dez Competências Gerais da BNCC – como entender e explicar, formular e resolver, compreender, utilizar e criar tecnologias – têm total afinidade com a metodologia “mão na massa”. Com a educação maker, os estudantes desenvolvem autonomia, criatividade e pensamento crítico em um processo que também envolve a relação da teoria à prática.

Nesse contexto, a educação maker aparece como uma prática que favorece a formação dos estudantes no que tange a construção do conhecimento, o desenvolvimento de habilidades e a formação de atitudes e valores. Trata-se de uma estratégia didático-pedagógica baseada em projetos, que considera a resolução de problemas que dão significado ao aprendizado, estimulando a pesquisa, as práticas argumentativas, o trabalho em equipe e a socialização, entre outras habilidades. São práticas que possibilitam aos estudantes o desenvolvimento das competências e pilares da educação do século XXI.

ASPECTOS PEDAGÓGICOS E BENEFÍCIOS DO MAKER

As práticas pedagógicas do maker diferem-se daquelas utilizadas em aulas expositivas baseadas em um modelo instrucionista. Nessa metodologia, as atividades protagonizam os alunos, que contam com as oportunidades e recursos necessários para desenvolverem e testarem novas ideias.

O movimento maker, ou “faça você mesmo”, descontrói os padrões de atividades estanques e permite que os alunos desenvolvam seu conhecimento teórico através da prática. Com as atividades maker, os alunos aprendem a partir da construção de seus projetos, tornando o aprendizado um processo prazeroso. São práticas que atraem os alunos, deixando-os mais interessados no ensino, estimulando o aprender, exercitando a concentração, a atenção, a memória e o pensamento.

Instituições que incorporam a cultura maker dentro de sala de aula colocam o processo de aprendizagem em destaque, e não o produto. O desenvolvimento de atitudes críticas e autônomas dos estudantes reconfigura o processo de ensino-aprendizagem elucidando os seguintes aspectos pedagógicos:

  • O aluno se torna protagonista do processo de construção do seu conhecimento, tomando decisões e conduzindo o desenvolvimento dos projetos. Ele deixa de ser ouvinte passivo e atua com criticidade na construção do saber.
  • papel do professor se reconfigura, se transformando em um orientador criativo, um facilitador das trajetórias dos alunos. Ele deixa de ser alguém que transmite conteúdos e passa a atuar como um mediador do processo de aprendizagem, um coautor dos projetos que estão sendo construídos.
     
  • As possibilidades de aprendizados são diversas. As práticas de experimentação permitem abordagens interdisciplinares e transdisciplinares, contextualizadas às intencionalidades pedagógicas.

  • potencial criativo é irrestrito e proporciona o desenvolvimento dos estudantes em todas as dimensões formativas: intelectual, socioemocional, ética e cultural. Criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe, resiliência ao erro, colaboração e empatia são algumas das diversas habilidades potencializadas pelas práticas maker.

COMO APLICAR A EDUCAÇÃO MAKER?

Quando inseridos na cultura de construir projetos com as próprias mãos, os estudantes são capazes de analisar, sintetizar, comparar, compreender e, a partir de conclusões, interferir em situações diversas. Essas práticas contribuem para a formação de cidadãos críticos e, por isso, tem ganhado notoriedade em espaços escolares.

A inserção da educação maker nas escolas pode acontecer aliada à tecnologia, com a criação de espaços dedicados às experimentações e atividades prática. Mas, também é possível aplicar a cultura maker numa rotina de aprendizado com estruturas menores, considerando o que a criatividade e o orçamento permitirem.

Essas práticas, por exemplo, podem ser estimuladas com a construção uma horta partilhada, ou a produção de protótipos de madeira e papelão para um brinquedo, para uma explicação prática de alguma teoria, ou, quem sabe, uma solução de impacto social. Lembrando que a essência das práticas maker está em desafiar os estudantes a imaginar, pesquisar, criar, testar, apresentar e melhorar suas criações, com autonomia criatividade e protagonismo.

Também é possível considerar na matriz curricular da escola disciplinas inovadoras alinhadas à prática do “mãos na massa”. Essa é a proposta da Mind Makers, uma editora educacional que desenvolve conteúdos inovadores como o Pensamento Computacional e o Empreendedorismo Criativo. A partir de uma metodologia ativa e de aulas super dinâmicas, as atividades da Mind Makers são baseadas em projetos que usam técnicas de gamificação para engajar os alunos.

A disciplina do Pensamento Computacional apresenta fundamentos da Ciência da Computação para desenvolver habilidades relacionadas à resolução de problemas. O conteúdo programático evolui conforme uma trilha de aprendizagem que vai da Educação Infantil aos Anos Finais do Ensino Fundamental. O processo é dividido em etapas que consideram eletrônica digital, robótica, programação e inteligência artificial.  Os métodos e produtos estão baseados em recursos didáticos do movimento maker para solucionar problemas interdisciplinares.

Já na disciplina prática de Empreendedorismo Criativo, os alunos desenvolvem projetos reais multidisciplinares, ampliando e descobrindo suas habilidades e potências. Nela, os jovens do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3ª ano do Ensino Médio são estimulados a desenvolverem habilidades empreendedoras e gerar soluções criativas para os desafios do futuro. Tudo isso em um ambiente colaborativo e dinâmico.

Vale destacar que a Mind Makers oferece todo o suporte para a implantação dos conteúdos, com treinamentos, apoio na preparação da sala de aula, transferência de metodologia, planos de aulas completos, atualização constante de conteúdo e suporte contínuo.
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A FORÇA DA ESCOLA DIGITAL

implementação da cultura maker no projeto pedagógico pode ser considerada como um diferencial quando comparado com as outras escolas. As práticas inovadoras que potencializam o processo de ensino-aprendizagem são apontadas por pais e responsáveis como determinantes para a matrícula ou rematrícula dos estudantes. O mesmo acontece com a escola digital.

Mesmo que a cultura maker não esteja estritamente ligada à tecnologia, é inegável o quanto as ferramentas digitais integram a vida dos estudantes e permitem espaços para a criação e compartilhamento de projetos. Dessa maneira, a tecnologia integra cada vez mais as ações didático-pedagógicas de maneira estruturada, potencializando a qualidade do ensino.

A escola digital está alinhada às tendências para o futuro da educação. Por isso, é fundamental que as instituições de ensino a reconheçam sob a ótica de uma nova metodologia de ensino, favorecendo e dinamizando os processos educacionais. A transformação digital na educação está na hibridização e na adoção das tecnologias que estimulem sempre os níveis de proficiência dos alunos, independentemente da idade ou etapa escolar. Para contar mais sobre isso, preparamos um guia com as metodologias inovadoras de ensino que são uma excelente alternativa para integrar as tecnologias à educação de sua instituição. 

TEXTO EXTRAÍDO DO PORTAL SOMOS EDUCAÇÃO.

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