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Como preparar os docentes e os alunos para as profissões do futuro

[conteúdo originalmente publicado neste link]

Atualmente vivemos em um cenário como o proposto por Bauman (2001), em que tudo o que era sólido está se tornando líquido ou fluido, isto porque a sociedade se ajusta de acordo com as circunstâncias e é permeada pelos cenários e ambientes em que vivem. Tal fato resultou em inúmeras e rápidas transformações, quebras e alterações de conceitos, valores, hábitos e costumes aceitos culturalmente, pela perda e questionamento da autoridade, desaparecimento e mudanças de instituições que garantem uma ordem socialmente aceita.

Nesta perspectiva, Giddens (1991) também aponta para a rapidez com que o conhecimento é construído e desconstruído, provocando uma conexão e desconexão, ora causando otimismo, pela inovação e solução de problemas, ora causando desconforto e incerteza, pela perda do que era considerado como verdadeiro. Isto, graças à velocidade com que as informações são veiculadas pela tecnologia, pela diminuição e ruptura de fronteiras propostas pela globalização.

Você sabe quais são as profissões do futuro? Talvez você saiba hoje, mas todo dia isso muda um pouco. Há alguns anos, enxergávamos as funções de analistas de dados ou desenvolvedor de aplicativos mobile, por exemplo, como profissões do futuro. No entanto, hoje elas já são parte da realidade do mercado de trabalho.

A tecnologia é um fator que contribui muito para a aceleração dessas mudanças, e o mercado de empresas de tecnologia também. Novas necessidades surgem, produtos diferentes, sistemas inovadores, e por trás de tudo isso estão as pessoas transformando esse futuro. Mas para tais transformações, temos a grande necessidade de uma formação de qualidade para nossos filhos e filhas.

Preparar nossos estudantes em idade escolar para esse universo é mais do que um interesse: é uma responsabilidade e um dever demarcado em nossa Constituição promulgada em 1988.. Afinal, eles serão os profissionais do futuro, e nada mais justo do que seu preparo começar desde cedo. Neste artigo você vai entender como a escola pode desempenhar esse papel de forma eficiente.

Profissões do futuro

Habilidades e competências das profissões do futuro

De uma forma geral, as profissões do futuro envolvem o aprofundamento em novas tecnologias. Sendo assim, podemos ter um norte do que já temos atualmente e o que está por vir em termos profissionais. Olhando com atenção para o que já temos hoje, como Big Data, inteligência artificial, aprendizado de máquina, Internet das Coisas etc.

Cada um desses conceitos tem um universo a ser explorado via informações postadas ao longo do dia, livros, artigos científicos, etc.,, e novas funcionalidades vão sendo descobertas dia após dia . Com isso, novas profissões também podem surgir para atender a essas demandas e para dar continuidade ao desenvolvimento e aprendizado.

A tecnologia, no entanto, não é o único ponto em comum entre as profissões do futuro. O bom desenvolvimento de competências socioemocionais, ou as famosas soft skills (habilidades interpessoais), também entra como um critério fundamental. É preciso ter muita

resiliência e determinação para inovar ou empreender em um mercado totalmente novo, com poucos parâmetros de referência prévia.

Por isso, habilidades e competências emocionais, lógicas e tecnológicas são fundamentais para os profissionais do futuro.

O papel da escola no desenvolvimento dessas competências

Quando falamos nesse cenário, muitos leitores podem se perder, muitas vezes por desconhecimento prático ou teórico, ou por outras questões, tendo a sensação de que isso tem pouca ou nenhuma conexão com o papel da escola, ou com qual a relação entre isso e as nossas crianças.

Bem, as crianças de hoje são os adultos do futuro e constituem o que será a força de trabalho do futuro. Por isso a importância de entender um pouco mais sobre quais são as habilidades e competências fundamentais de serem desenvolvidas, e também como é possível trabalhar isso com as crianças.

Se você ainda não está convencido da importância de preparar os jovens para as profissões do futuro, aqui vão alguns dados. Segundo o Boston Consulting Group, 65% das crianças que ingressam na escola hoje vão atuar em profissões que ainda não foram criadas. Eis um dado que reforça o peso dessa demanda na nossa sociedade para os próximos anos.

A escola tem um papel fundamental no desenvolvimento de competências para os profissionais do futuro, além disso, temos o papel da família, que estimula o potencial acadêmico de seus filhos através de suas grades curriculares e decisões pedagógicas. A importância da escola passa pelo seu Plano Político Pedagógico (PPP). O uso de metodologias ativas de aprendizagem, ou a adoção do ensino híbrido, são alguns exemplos do que pode contribuir com o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças na escola.

O aprendizado sobre linguagens de programação na infância, por exemplo, pode ser um grande acelerador do desenvolvimento lógico e de critério para tomadas de decisão. Vygotsky (2008) afirma que o desenvolvimento da linguagem ocorre por meio da interação com o outro. Desse modo, o ser humano se constitui como sujeito e desenvolve funções mentais, tais como o pensamento. Os indivíduos pensam por meio da linguagem.

Devido a isso, pensamento e fala não são processos independentes. A relação entre o pensamento e a palavra constitui um processo que passa por diversas transformações, um movimento contínuo que vai do pensamento à fala e vice-versa, até a interiorização do mundo exterior. O pensamento passa a existir por meio da linguagem.A resolução de problemas e o senso crítico são outros pontos que serão essenciais para atuar em quaisquer profissões do futuro, e que podem ser desenvolvidos na escola.

Além disso, criatividade, inovação e espírito empreendedor são pontos que movem o presente, e com certeza vão seguir fortes no futuro. Por isso é que comentamos que é, sim, papel da escola investir no preparo dentro dessas temáticas. Mais do que isso, é uma obrigação, diante da BNCC.

As novas diretrizes da educação brasileira versam sobre valorizar mais as crianças e jovens dos sistemas educacionais como indivíduos em processo de constante evolução e desenvolvimento. Parar de olhar tanto para eles como alunos que precisam fazer provas e entregar trabalhos para obter notas e passar de ano.

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