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Maioria dos brasileiros não é favorável ao homeschooling, aponta pesquisa

[conteúdo originalmente publicado neste link]

Uma pesquisa revelou que a maioria dos brasileiros não é favorável à educação domiciliar. Coordenado pelas organizações Ação Educativa e Cenpec (organização sem fins lucrativos), o estudo inédito Educação, Valores e Direitos foi realizado pelo Centro de Estudos em Opinião Pública (Cesop/Unicamp) e Instituto Datafolha, mostrou que grande parte da população não é favorável ao homeschooling. Foram ouvidas 2.090 pessoas em todo o país sobre questões consideradas polêmicas relativas à política educacional.

Os resultados apontam um grande apoio à visão da educação como um direito das crianças e adolescentes, independentemente do desejo dos pais. Para 78% dos entrevistados, os pais não devem ter o direito de tirar seus filhos da escola e ensiná-los em casa. Nove em cada dez pessoas concordam que as crianças devem ter o direito de frequentar a escola mesmo que seus pais não queiram.

A pesquisa demonstra ainda que a população brasileira entende que o espaço escolar é importante para a socialização das crianças e jovens, inclusive para a convivência com crianças com deficiência.

“A pesquisa mostra que a população compreende que a escola é um espaço fundamental não apenas para que crianças e adolescentes recebam conteúdos, mas para a socialização, desenvolvimento integral e proteção diante de possíveis situações de violência em casa”, afirma Romualdo Portela de Oliveira, diretor de pesquisa e avaliação do Cenpec.

Votação na Câmara dos Deputados

Apesar de a maioria da população não ser favorável ao homeschooling, tramitam no Congresso Nacional projetos de lei para autorizar e regulamentar o ensino domiciliar.

Nesta quarta-feira (18) maio, pode ser votado na Câmara dos Deputados o projeto de lei que regulamenta o homeschooling.

Posicionamento de quem não é favorável ao homeschooling

Para especialistas da área, a educação domiciliar pode aprofundar ainda mais as desigualdades sociais e educacionais, ao desresponsabilizar o Estado pela garantia do direito à educação, ao mesmo tempo em que onera os cofres públicos com novas demandas de fiscalização e avaliação não previstas.

Em 2021, um abaixo-assinado reuniu mais de 400 instituições contra o homeschooling. Mais de 150 posicionamentos públicos foram lançados, de entidades empresariais a organizações de pesquisa, entidades sindicais e organizações da sociedade civil, demonstrando o consenso do campo educacional contra a proposta.

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